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11.03.2010
Países doam US$ 3,5 bi para proteger florestas

SÃO PAULO – Representantes de países com florestas tropicais e representantes de países com dinheiro se reúnem hoje em Paris para tentar criar um mecanismo de redução de emissões por desmatamento que possa começar já este ano.

O chamado Irpa (Arranjo de Parceria Interino para Redd) visa capacitar países tropicais a monitorar suas florestas e a gerenciar recursos doados pelos países ricos para redução de desmate e conservação.

O mecanismo começará com US$ 3,5 bilhões, doados por Estados Unidos, Noruega, Japão, Austrália, França e Reino Unido.

Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que representará o Brasil no encontro, a ideia é que o Redd (nome dado a ações de redução de emissões por desmate) possa começar a funcionar mesmo na ausência de um acordo internacional de proteção ao clima.

“Fazer as coisas andarem antes de um acordo pode ajudar a derrubar o ceticismo que sobreveio à frustração generalizada com Copenhague”, afirmou Minc.

O Redd era um dos capítulos mais adiantados da negociação internacional antes do fracasso da cúpula na Dinamarca.

Já era consenso, por exemplo, que o Redd terá três fases. Na primeira, países que ainda não têm metodologias nacionais de monitoramento adotarão uma – o Brasil possui uma das mais avançadas do mundo. Na segunda, serão feitos projetos em pequena escala e financiados por verba de doação.

Só numa terceira fase, a ser implementada depois de assinado novo acordo do clima, é que países ricos poderiam usar ações de Redd como créditos a serem abatidos de suas metas de redução de CO2.

CAPACITAÇÃO
Segundo a secretária nacional de Mudança Climática, Suzana Kahn Ribeiro, o Brasil deve ajudar a capacitar outros países, transferindo de graça a tecnologia de monitoramento desenvolvida pelo Inpe.

O monitoramento será relevante de qualquer forma, diz Thelma Krug, do Inpe, principal negociadora do Brasil em Redd. Segundo ela, independentemente de um acordo internacional, devem ser firmados acordos bilaterais e constituídos fundos na área.





Matéria de: SNE
Publicado em: Jornal do Commercio


 

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